quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Percy Jackson e os Olimpianos - A Maldição do Titã

Aviso básico: pra quem não leu os dois primeiros livros, O Ladrão de Raios e O Mar de Monstros, esse post vai ter alguns spoilers.

Não sei se eu já comentei  mas a série Percy Jackson e os Olimpianos tem os melhores nomes de capítulos que eu já li. Alguns exemplos: "Eu pego fogo", "Todos me odeiam, com exceção do cavalo", "Eu destruo um ônibus", "Eu removo estrume", entre outros. Só mais uma qualidade ímpar do autor, que eu já me rasguei de tanto elogiar aqui. A parte mais legal é que eu já estou morrendo de rir antes mesmo de começar a ler o capítulo. E normalmente essas coisas acontecem no ônibus lotado. Pensa se o povo não acha que eu sou maluca? Pois é. Pensa se eu ligo? Pois é.

Agora, ao livro. O título da vez é "A Maldição do Titã", o que leva o leitor a viajar um pouco sobre qual seria a tal maldição do titã, porém, não vou estragar a surpresa. Apenas posso dizer que é um dos meus castigos preferidos em toda a Titanomaquia (a guerra entre deuses e titãs).

A história começa quando Grover manda um chamado a Percy, Annabeth e Thalia - que não é mais uma árvore - informando que achou dois meio-sangues poderosos na escola que está patrulhando. Nisso, os três vão até lá, tentando ajudá-lo e daí ocorrem vários acontecimentos que culminam no desaparecimento de Annabeth e da deusa Artémis, obrigando Percy e seus amigos a irem atrás das duas.

Nesse livro dá pra notar claramente o amadurecimento dos personagens, já indo um pouco mais para o lado do romance (bem leve, mas está lá) e da guerra. A estratégia de guerra ja começa a se definir, vão aparecendo personagens novos que poderão mudar o rumo da história e chega uma hora em que nos perguntamos: afinal, Percy é ou não "o escolhido"?  Admiro muito autores que conseguem deixar esse tipo de dúvida na mente do leitor, sem apelação  ou histórias muito mirabolantes.

Outra coisa muito legal é notar que fatos que ocorreram nos outros livros não eram simplesmente aleatórios. Assim como em Harry Potter, que um dia eu vou comentar aqui, em Percy Jackson toda ação tem um sentido e todo personagem uma utilidade futura. E os livros contam com uma característica que poucos autores conseguem imprimir em seus textos: a ironia. E ironia bem colocada, no sentido em que suas ações e suas escolhas interferiram no seu futuro.

As pessoas normalmentem confundem ironia com sarcasmo então, pra deixar claro o que quero dizer vou usar o exemplo "Piratas do Caribe": os tripulantes do Pérola Negra se amotinaram e lançaram Jack Sparrow numa ilha deserta. Bootstrap Bill Turner  (o cara boniiito da foto ao lado) foi contra o motim e os marinheiros o jogaram no mar. Depois, descobriram que o único sangue que poderia libertá-los da maldição do Pérola Negra era o de Bill Turner. Isso é ironia - das boas.

E a simplicidade com que o autor usa a ironia é genial, por exemplo: os deuses não reconhecem seus filhos. Seus filhos, não reconhecidos e carentes de afeto, se rebelam contra eles, causando a tal guerra que poderá por fim ao mundo ocidental, com a queda do Olimpo.

Para concluir essa resenha, esse livro é o que eu menos gosto em toda a série. Porém é um dos mais importantes em termos de influência no futuro de Percy. Na realidade, livros "de meio" sempre dão mais ou menos essa impressão: de sair do nada para chegar em lugar nenhum. Eu só dei o valor que "A Maldição do Titã" merece depois de ler todos os livros. E, mesmo sendo o meu "menos favorito" é muito bom também. E é imprescindível para a compreensão do desfecho portanto, vale a pena encarar, assim como os dois últimos - que logo serão comentados aqui!

;-)

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